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O legado da filantropia na visão de Julio Vieira, CEO do Hcor

  • Por: Ahfip
  • Eclipse laranja
  • 03 de junho de 2026
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  • 5 min de leitura
O legado da filantropia na visão de Julio Vieira, CEO do Hcor

A Ahfip conversou com Julio Vieira, CEO do Hcor, sobre o papel estratégico da filantropia na construção da saúde no Brasil. Na entrevista, o executivo comenta os impactos dos projetos sociais e assistenciais desenvolvidos pela Instituição, os avanços impulsionados pela atuação conjunta entre os hospitais filantrópicos e a importância da colaboração para ampliar acesso, eficiência e qualidade no setor. Também apresenta iniciativas que vêm fortalecendo o Hcor como referência em assistência, ensino, pesquisa e responsabilidade social.

Quais projetos ou cases que o Hcor poderia compartilhar relacionados ao impacto da filantropia na comunidade assistida?

A filantropia define o Hcor desde o primeiro dia. Em cinquenta anos, esse compromisso se traduz em garantir acesso à saúde para quem mais precisa. Fazemos isso de duas formas: por meio de projetos próprios de filantropia e pelo PROADI-SUS, nossa parceria estruturada com o Ministério da Saúde. O PROADI-SUS gera impacto em escala nacional. Nossos projetos impactam mais de 1,5 milhão de brasileiros. Dentre os 22 projetos, o Boas Práticas apoia mais de 700 UPAs e hospitais públicos em todo o Brasil, com emissão de laudos de eletrocardiograma via telemedicina e capacitação de cerca de 9 mil profissionais. Além do atendimento direto a pacientes, qualificamos sistemas inteiros de urgência. Na filantropia direta, chegamos aonde o acesso à saúde de qualidade ainda é escasso. Realizamos cirurgias cardíacas de alta complexidade em recém-nascidos pelo SUS, cirurgias fetais intrauterinas para gestantes de baixa renda e atendimento gratuito para refugiados de cerca de 30 nacionalidades. Também acompanhamos de forma contínua crianças com cardiopatias, com consultas, exames e reabilitação física e neurocognitiva. Desde 2021, são mais de 5 mil atendimentos diretos somados nesses projetos. Cada profissional capacitado e cada protocolo instalado numa unidade pública do interior do Brasil representa um legado que permanece e se multiplica muito além da nossa presença. É assim que o Hcor está presente nos grandes vazios assistenciais do País. Não só com recursos, mas por meio de conhecimento que fica.

Que avanços em gestão foram impulsionados por iniciativas com apoio da Ahfip?

Na liderança de um hospital filantrópico, entendo que uma de nossas frentes é a busca contínua por equidade na saúde, cenário onde a Ahfip se consolida como uma força vital, com intercâmbio de conhecimento entre os hospitais participantes. A Ahfip trabalha estrategicamente para assegurar a sustentabilidade financeira e operacional de seus associados, fortalecendo todo o sistema de saúde do País. Tem papel essencial no direcionamento e integração do grupo para busca conjunta em modernização de processos e otimização de recursos para que, juntos, possamos ampliar o alcance de nossos serviços tão essenciais à população brasileira. Entende que assistência caminha lado a lado com pesquisa e ensino. O foco inegociável em segurança e qualidade para o paciente é um dos pontos de destaque de nossa atuação conjunta e sinérgica. A partir de reunião de indicadores e discussões acerca de melhoria contínua, visamos atingir benefícios para toda sociedade. Ao construir um ambiente colaborativo e ao unir instituições com o mesmo propósito, a Associação permite que pacientes de todas as classes sociais tenham acesso a terapias globais de ponta a um cenário mais competitivo.

Há algum projeto recente ou futuro que gostariam de destacar?

O último ano marcou um capítulo histórico para o Hcor, quando atingimos recorde de crescimento. Conseguimos equilibrar expansão, sustentabilidade financeira com nível de excelência em fidelização e satisfação de nossos pacientes. Nossa atuação foi fortalecida ainda mais em cuidado de alta complexidade, a partir da abertura de novos leitos de UTI, inauguração do espaço de Transplante de Medula Óssea, novas áreas dedicas à reabilitação cardiopulmonar e ortopédica, salas de Hemodinâmica, além da modernização de Centro Cirúrgico e consultórios. Também, mais de uma dezena de equipamentos foram adquiridos para o cuidado de nossos pacientes. Tal movimento reforça nosso posicionamento em especialidades como cardiologia, oncologia, neurologia e ortopedia. Atuamos como um ecossistema único e complementar ao aliar assistência às frentes de Pesquisa, Consultoria, com clientes em 15 estados brasileiros, e Ensino, que com mais de dois mil alunos em pós-graduação, além de outros mais de seis mil em cursos da American Heart Association, cujo NPS atinge mais 95% e, Responsabilidade Social, com 22 projetos no triênio, via PROADI-SUS.

Qual o papel da filantropia no cenário atual da saúde?

A filantropia democratiza o acesso a terapias para quem ainda enfrenta barreiras a uma saúde de qualidade. Em um País marcado pelo alto custo e pela desigualdade no acesso, essas ações são essenciais para garantir equidade, melhorar vidas em situação de vulnerabilidade e fazer com que os avanços da medicina alcancem o maior número possível de pessoas. Por meio de parcerias estratégicas com o sistema público e do compartilhamento de conhecimento técnico, construímos um legado de excelência. Nosso compromisso é provar, na prática, que eficiência operacional e vanguarda científica caminham junto com o acolhimento humano, pavimentando uma saúde mais justa e sustentável para o B

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